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de Fiódor Dostoiévski
tradução Boris Schnaiderman
Memórias do subsolo é uma das mais conhecidas obras de Fiódor Dostoiévski. Isolado da sociedade e profundamente amargurado, o narrador sem nome deste pequeno romance compõe uma reflexão existencial e filosófica ao mesmo tempo em que apresenta uma confissão tortuosa, mordaz e irônica sobre seu passado. Ex-funcionário público de São Petersburgo, o “homem do subsolo” — como ficou conhecido o narrador-personagem deste livro —se volta para temas como a liberdade, a consciência e a irracionalidade, em um relato, ao mesmo tempo, angustioso e irresistível.
Emilio de Mello é ator, formado pela Escola de Arte Dramática de São Paulo e pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Iniciou sua carreira na Companhia Teatral São Paulo-Brasil, em 1987. Em 1989, vai para o Rio de Janeiro para interpretar Juliano na peça A estrela do lar, de Mauro Rasi. Ao longo de sua trajetória recebeu diversos prêmios, entre eles o Kikito, Qualidade Brasil e APTR. Em 2015, foi indicado ao Emmy Internacional por seu trabalho na série PSI, de Contardo Calligaris. Como ator, participou de 21 espetáculos profissionais, entre eles: In On It, Ensaio.Hamlet, A gaivota, Baque, Os realistas, O avarento e A prova e pérola. Como diretor, realizou dois curta-metragens e cinco peças teatrais, destacando-se a peça Deus da carnificina. No cinema, trabalhou com diretores como Ruy Guerra, Hugo Giorgetti, Cacá Diegues, Sandra Werneck, Walter Carvalho, Vinicius Reis, Gabriel Mascaro, Karin Aïnouz, Felipe Sholl, Luiz Pinheiro, entre outros. Participou de 23 longa-metragens: Cazuza - O tempo não para; Aos pedaços; Cara ou coroa; Fala comigo, Raquel 1:1, entre outros. Na televisão, participou de cinco novelas e oito séries, com destaque para PSI, O rei da TV, O negociador e Irmandade.
Fiódor Dostoiévski nasceu em Moscou em 1821, e estreou na literatura com o romance Gente pobre (1846), ao qual se seguiram O duplo (1846) e Noites brancas (1847). Após ser preso e condenado à morte pelo regime tsarista, teve sua pena comutada para quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria, experiência retratada em Escritos da casa morta. Após esse período, escreve Memórias do subsolo (1864), Um jogador (1867), O eterno marido (1870) e uma sequência de grandes romances: Crime e castigo (1866), O idiota (1869), Os demônios (1872) e O adolescente (1875), culminando com a publicação de Os irmãos Karamázov em 1880. De 1873 até o ano de sua morte, publicou ainda o Diário de um escritor, que reúne peças jornalísticas e de ficção. Reconhecido como um dos maiores autores de todos os tempos, Dostoiévski morreu em São Petersburgo, em 1881.
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