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de Lima Barreto
A obra de Lima Barreto (1881-1922) é marcada por uma visão crítica da sociedade brasileira. Seu romance O Cemitério dos Vivos foi escrito com base nas anotações que fez em um diário quando esteve internado pela segunda vez no Hospital Nacional de Alienados em decorrência de problemas com o alcoolismo. O romance, que ficou inacabado, é uma experiência ficcional de caráter autobiográfico e retrata sua revolta com as injustiças e os preconceitos que sofria, na voz do narrador-protagonista Vicente Mascarenhas, um alcoólatra com uma história trágica.
Lançado agora pela Supersônica em formato de audiolivro, na voz da atriz, cantora e compositora mineira Laís Lacôrte, o livro propicia uma visão privilegiada do manicômio no começo do século passado, pertinente ainda hoje, através da escrita aguda e perspicaz do autor. Para Laís, “Lima Barreto continua tendo muito o que dizer ao nosso tempo – a sua escrita ecoa e chega aos dias de hoje como um legado de luta e combate ao racismo através da sua obra literária”.
Laís Lacôrte (Belo Horizonte, MG) é atriz, cantora e compositora. Com formação no Teatro Universitário da UFMG, integrou o elenco de diversos espetáculos musicais, incluindo o aclamado Musical Elza, sendo premiada pelo site Musical Rio como Atriz Revelação. Em 2018, lançou o seu primeiro EP com canções autorais em parceria com Richard Neves. Em 2022, integrou o elenco de Língua brasileira, espetáculo musical com direção de Felipe Hirsch e músicas originalmente compostas por Tom Zé.
Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro. Descendente de escravizados, sofreu a exclusão social devido à sua origem, inclusive nos meios acadêmicos. Suas obras trazem uma visão crítica da sociedade brasileira, discutindo as diferenças sociais e o preconceito racial. Enfrentou diversos problemas de saúde, além do alcoolismo, sendo internado em hospício por mais de uma vez. É autor de Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909), Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), entre outros.
de Machado de Assis