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de Lima Barreto
Policarpo Quaresma é um funcionário público metódico e ufanista, que dedica a vida ao estudo e à exaltação do Brasil, no Rio de Janeiro do final do século XIX. No mais famoso romance de Lima Barreto, publicado como livro em 1915, esse personagem quixotesco é levado a confrontar sua imagem idealizada do país com as contradições próprias da sociedade brasileira, compondo uma sátira marcante sobre a identidade nacional.
Georgette Fadel é diretora e atriz, com formação acadêmica na Escola de Arte Dramática (EAD) e Departamento de Comunicações e Artes da ECA USP. Ainda dentro da faculdade, durante os anos 1990, integra um forte movimento de grupos na cidade de São Paulo. Participa da fundação de Cias como Cia do Latão, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e Cia São Jorge de Variedades, onde dirigiu e atuou em diversos espetáculos marcantes do movimento estético da virada do século, como O nome do Sujeito, Bartolomeu que será que nele deu, Biedermann e os incendiários, Bastianas, Barafonda, Quem não sabe mais quem é, o que é onde está, precisa se mexer. Dirigiu trabalhos com companhias como a Cia Azul Celeste, a Mundana Cia e a Probástica Cia e vários outros artistas. Tais espetáculos, além do eixo Rio-São Paulo, ganharam outros palcos nacionais e internacionais. Como atriz, foi dirigida por Cristiane Paoli Quito, Tiche Viana, Francisco Medeiros, Cibele Forjaz, Frank Castorf, Felipe Hirsch, Daniela Thomas, entre outros grandes artistas. Como professora, ministrou oficinas pelo país inteiro, bem como aulas de interpretação na Escola Livre de Teatro de Santo André, no Estúdio Nova Dança, na pós-graduação da faculdade Célia Helena, além de direções na EAD. Sua trajetória é profundamente ligada à construção do performer livre e consciente dos movimentos do seu tempo.
Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro. Descendente de escravizados, sofreu a exclusão social devido à sua origem, inclusive nos meios acadêmicos. Suas obras trazem uma visão crítica da sociedade brasileira, discutindo as diferenças sociais e o preconceito racial. Enfrentou diversos problemas de saúde, além do alcoolismo, sendo internado em hospício por mais de uma vez. É autor de Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909), Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), entre outros.
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